Tratamento da Litíase Renal (Pedra nos Rins)

Dr. Diego Capibaribe
Urologia, Laparoscopia e Robótica

A seguir, explico de forma clara e completa as principais formas de tratamento clínico e cirúrgico.

A escolha do tratamento depende de diversos fatores, como o nível do PSA, o resultado da biópsia (Gleason/ISUP), o estágio da doença e as condições gerais de saúde do paciente.

Tratamentos disponíveis

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Quando o cálculo está se formando (fase inicial)

Nesta fase, o cálculo ainda é pequeno ou está em processo de formação, muitas vezes sem causar sintomas.

Tratamento clínico (sem cirurgia):

  • Aumento da ingestão de líquidos (idealmente acima de 2 a 2,5 litros por dia)
  • Ajustes alimentares individualizados:
  • Redução de sal
  • Moderação no consumo de proteína animal
  • Controle de alimentos ricos em oxalato (como chocolate, espinafre, nozes), quando indicado
  • Uso de medicamentos preventivos, dependendo do tipo de cálculo (ex: citrato de potássio, tiazídicos)
  • Avaliação metabólica em pacientes com recorrência
 

O objetivo é impedir o crescimento do cálculo e reduzir o risco de formação de novas pedras.

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Quando o cálculo está no rim, mas não está obstruindo

Muitos cálculos permanecem no rim sem causar sintomas ou bloqueio do fluxo urinário.

Conduta inicial:

  • Acompanhamento periódico com exames de imagem (ultrassom, tomografia)
  • Manutenção das medidas preventivas (hidratação e dieta)
  • Avaliação do risco de crescimento ou complicações
 

Indicações de tratamento ativo:

  • Cálculos maiores (geralmente acima de 1–2 cm)
  • Crescimento progressivo
  • Dor recorrente
  • nfecções urinárias associadas
  • Profissões de risco (ex: pilotos, motoristas)

Os principais tratamentos cirúrgicos para litíase renal incluem:

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) 

Procedimento não invasivo que utiliza ondas de choque para fragmentar o cálculo em partículas menores, facilitando sua eliminação pela urina.

Ureterorrenolitotripsia flexível (URF) / Cirurgia intrarrenal retrógrada (RIRS)

Procedimento endoscópico realizado através da uretra, sem cortes, utilizando um aparelho flexível que alcança o rim. O cálculo é fragmentado com laser.

Ureterolitotripsia semirrígida (URS)

Indicado principalmente para cálculos no ureter, mas pode ser utilizado em situações específicas. Utiliza um aparelho rígido ou semirrígido para fragmentação.

Nefrolitotomia percutânea (PCNL)

Indicado para cálculos maiores (geralmente >2 cm). Realizado através de uma pequena incisão na pele, com acesso direto ao rim para fragmentação e retirada do cálculo.

Mini-PCNL (Nefrolitotomia percutânea miniaturizada)

Variante menos invasiva da PCNL, com instrumentos menores e potencial menor sangramento

Micro-PCNL 

Técnica ainda mais minimamente invasiva, indicada em casos selecionados.

Cirurgia laparoscópica para cálculo renal 

Indicada em situações específicas, como falha de outros métodos ou anatomia desfavorável.

Cirurgia robótica para cálculo renal 

Alternativa moderna em casos complexos, permitindo maior precisão em situações selecionadas.

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Quando o cálculo está obstrutivo

O cálculo obstrutivo bloqueia a passagem da urina, podendo causar dor intensa, dilatação do rim e risco de infecção grave.

Sintomas comuns:

  • Dor lombar intensa (cólica renal)
  • Náuseas e vômitos
  • Dificuldade para urinar
  • Febre (em casos com infecção)
  • Tratamento inicial:
  • Controle da dor com analgésicos
  • Hidratação
  • Medicamentos que auxiliam a eliminação do cálculo (terapia expulsiva), em casos selecionados
Situações que exigem intervenção urgente:
 
  • Infecção urinária associada (risco de sepse)
  • Dor intratável
  • Comprometimento da função renal
  • Rim único ou obstrução bilateral

Procedimentos de urgência (desobstrução)

Nestes casos, o objetivo inicial é aliviar a obstrução:

Colocação de cateter duplo J (stent ureteral) 
Tubo interno que permite a drenagem da urina do rim para a bexiga.

Nefrostomia percutânea
Drenagem direta do rim por meio de um cateter inserido pela pele, indicada em situações mais graves.

Após estabilização, realiza-se o tratamento definitivo do cálculo com um dos métodos cirúrgicos descritos anteriormente.

Considerações finais

O tratamento da litíase renal deve ser individualizado. Nem todo cálculo precisa de cirurgia, mas todos devem ser acompanhados para evitar complicações futuras.
Pacientes com histórico de pedra nos rins devem sempre investigar a causa, pois a prevenção é parte fundamental do tratamento.